SIENP
Simpósio Internacional de Estomaterapia do Noroeste Paulista

  • 26 a 17 de abril de 2018
    Vol. 4, abril ISSN: 2526-7078
  • São José do Rio Preto, SP - Brasil
    Teatro UNIP (Campus JK)
  •  
    Trabalho

    Tema: Feridas

    Prevalência de úlcera por pressão durante a internação em um hospital de emergência e após a alta hospitalar

    RODRIGO MAGRI BERNARDES, Maria Helena Larcher Caliri, Jaísa Valéria Moro, Emilia Maria Paulina Campos Chayamiti

    O SUS é universal para a população e uma das portas de entrada é o serviço de emergência. A UP, considerada evento adverso, pode ser desenvolvida, tanto no hospital como no domicílio. Avaliação de risco e prevenção são recomendadas. Objetivo Descrever características demográficas e clínicas de pacientes internados em um hospital de emergência identificar o risco de desenvolver UP e a prevalência de UP durante a hospitalização e 60 dias após a alta. Método Estudo realizado em duas fases. A primeira em um único dia, com avaliação dos pacientes adultos e idosos no hospital de emergência, quanto às características demográficas e clínicas, risco para UP utilizando a Escala de Braden, inspeção da pele e classificação das UP. Na segunda, após alta hospitalar, o seguimento foi por telefone e pessoalmente no domicílio com avaliação do risco e da UP. Resultados Avaliados 87 pacientes na primeira fase, 57 em risco para UP e 30 não, 47 homens e 40 mulheres, idade média 53,59. O diagnóstico principal foi Doença do aparelho circulatório. A prevalência de UP foi 39% com méia de 2,28 UP por paciente maior número de lesões em estágio II(62,96%) e localização mais frequente nos calcâneos(33,33%). Pacientes com UP tinham menores escores da Braden(média 12,4) do que os sem UP(média 17,66). Ao final da hospitalização 16 pacientes foram a óbito(14 em risco para UP e dois não). Na segunda fase, sobre os que receberam alta, dos 29 pacientes que não estavam em risco, quatro foram reospitalizados e 25 não tinham UP. Dos 43 pacientes que estavam em risco e receberam alta, nove morreram, seis não foram localizados, quatro foram reospitalizados e um recusou participar. Portanto, 23 pacientes foram visitados. 52,17% estavam em risco para UP. Cinco pacientes ainda tinham UP(prevalência 21,74%), com média 2,66 UP por paciente. A região mais frequente foi a sacral(50%). Os estágios II e III foram mais comuns(37,5% cada). 11 homens e 12 mulheres, idade média 49,43. Comparando os escores da Braden dos 23 pacientes, no hospital a média foi 14,35 e no domicílio 18,3. Nas duas fases do estudo, os principais fatores que aumentaram o risco para UP foram baixos escores nas subescalas atividade, mobilidade e fricção e cisalhamento. Dez pacientes(43,5%) receberam visitas domiciliares de serviço de saúde comunitário e todos os cinco pacientes com UP foram visitados por um enfermeiro. Conclusão Pacientes com menores escores da Braden tiveram mais resultados negativos como morte e UP durante e após a hospitalização. Mais pacientes em risco para UP tiveram internação recorrente. Muitas UP cicatrizaram após a alta.

    Palavras-chave: Úlcera por pressão, prevalência, segurança do paciente


    1. BRADEN, BJ MAKLEBUST, J. Preventing pressure ulcers with the Braden scale. AJN 2005
    2. INTERNATIONAL GUIDELINES. Pressure ulcer prevention: prevalence and incidence in context. A consensus document. London, 2009
    3. BERLOWITZ D. Prevalence, incidence and facility-acquired rates. In: Pieper B (Ed.) with the National Pressure Ulcer Advisory Panel. Pressure ulcers: prevalence, incidence, and implications for the future. Washington, DC: NPUAP. Chapter 4, p. 19-24, 2
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